Cientistas tentam entender a genética dos chifres dos animais


Vários mamíferos contam com chifres ou galhadas. Entre eles estão vacas, ovelhas, antílopes e alces. Há uma grande variedade biológica no crescimento e funções do chifre de cada um desses animais.
Cientistas da Universidade do Oregon (EUA) estão conduzindo um estudo para entender melhor esta característica animal, que segundo eles pode ser de grande valia em futuras pesquisas de reconstituição da pele ou de ossos.
A divisão entre os animais “chifrudos” é feita em quatro grupos. O último grupo, dos girafídeos, compreende as girafas e os ocapis, que são da mesma família. Este grupo tem os chifres mais simples entre os quatro: é apenas uma extensão do osso coberta por pele, formando duas pontas.
O grupo dos bovídeos, por sua vez, inclui vacas, cabras e antílopes, principalmente. Os chifres destes animais já são mais complexos. Embora ainda compostos pelo osso, na essência, são revestidos de um material de queratina que dá forma ao chifre. A queratina, neste caso, é a mesmíssima que compõe seus pelos e cascos. Por cima de tudo ainda há uma camada de pele.
Na família dos antilocaprídeos, a terceira nesta classificação, estão basicamente os antílopes. No cerne de seus chifres ainda há osso, mas a camada externa de queratina não é permanente: é substituída e cresce novamente todos os anos.
O grupo dos cervídeos, por fim, tem os chifres mais complexos. Engloba essencialmente alces, veados e o uapiti (uma espécie de alce asiático). Este grupo não conta com chifres, e sim galhadas, que caem totalmente em determinada época e crescem do zero. Esse crescimento é permitido através de células-tronco que atuam na base do chifre para que ele possa nascer novamente sempre que necessário.
Essa divisão em grupos é aceita de diferentes formas entre os cientistas, no que diz respeito às teorias evolutivas. Alguns pesquisadores entendem que as diferenças entre os tipos de chifres estão relacionadas desde o início às diferentes famílias animais.
Mas os cientistas de Oregon defendem que todos partiram de um ancestral em comum e foram se diferenciando com o tempo. Talvez seja possível, segundo eles, que este ancestral em comum tenha possuído determinada combinação de genes que permitiu a evolução e separação dos grupos, de geração em geração. Assim, eles pretendem observar as funções dos chifres para cada espécie animal em busca de novos conhecimentos que possam ajudar os humanos de diferentes formas. [MSN]